Onde estamos na organização da casa: salas, agenda, reuniões e os acordos que valem para todo mundo.
Vale para psicologia, pedagogia, arteterapia e neuromodulação. Salas, agenda, reuniões e os acordos de convivência.
Repertório de começo de casa: o que costuma aparecer nos primeiros meses de um espaço novo e o que se faz a respeito. Aqui está o método — os números ficam na planilha da casa.
Espaço novo traz custo que chega todo mês, enquanto o faturamento ainda está se formando. A diferença entre acompanhar isso e carregar isso costuma ser uma só: saber o número. Enquanto o ponto de equilíbrio não está calculado, a pergunta volta todo dia; depois de calculado, vira uma conferência curta uma vez por mês.
Somar tudo que a casa paga por mês mesmo que não haja nenhum atendimento — aluguel, energia, água, internet, limpeza, sistema — e dividir pelo que sobra para a casa a cada atendimento. O resultado é um número de atendimentos por mês.
A partir dele a pergunta deixa de ser aberta e vira uma comparação: estamos acima ou abaixo? É a conta que mais muda o clima de uma casa nova, e é também a mais rápida de fazer. O “quanto sobra para a casa” sai da divisão que está em Honorários e faturamento.
Fixo é o que chega independentemente do movimento. Variável só existe quando há atendimento. É a coluna fixa que define o tamanho do compromisso mensal da casa.
Vale passar item por item dessa coluna perguntando se dá para mudá-lo de lado: sala por turno em vez de mês inteiro, assinatura mensal em vez de anual enquanto não há previsibilidade, material comprado por demanda. Cada item que muda de coluna baixa o ponto de equilíbrio.
O que está guardado dividido pelo custo fixo mensal dá um número de meses — ou seja, uma data. Referência comum é manter três meses de custo fixo separados.
A utilidade da conta não é só financeira. “Temos folga até março” é uma frase sobre a qual dá para planejar: dá para decidir o que fazer até lá, e dá para marcar quando reavaliar. Uma impressão vaga não oferece isso.
Assunto que volta à mesa toda semana ocupa espaço todos os dias, mesmo quando ninguém está discutindo. A saída é registrar cada decisão junto com a data em que ela será reavaliada.
Entre uma data e outra o assunto está fechado — a não ser que apareça informação nova de verdade, e não só preocupação nova. Os blocos de Decisões deste painel já funcionam assim; falta acrescentar a data a cada uma.
Antes de assumir um gasto cheio, procurar a versão barata que produz a mesma informação. Dois meses de sala por turno antes de fechar contrato longo. Um anúncio pequeno antes da campanha. Um horário de teste antes de abrir um turno novo.
O teste custa pouco e responde o que a previsão não responde — e o que ele descobre vale para a decisão grande.
Conversa sobre dinheiro costuma acontecer quando alguém já está apertada — que é o pior momento possível para decidir qualquer coisa. Marcar um horário fixo e curto resolve isso.
Roteiro de quatro perguntas, sempre as mesmas: quanto entrou, quanto saiu, estamos acima ou abaixo do ponto de equilíbrio, e qual é a única decisão deste mês. Acabou. Ter hora marcada para o assunto é o que o tira do resto do mês.
Quando só uma pessoa acompanha os números, é ela quem responde sozinha por eles, e ninguém mais tem como ajudar a resolver. Dividir a informação divide também o trabalho de resolver.
Não é preciso abrir a renda de ninguém: basta a equipe saber o custo da casa e quantos atendimentos faltam para cobri-lo. Quem conhece o número organiza a própria agenda de outro jeito.
O que a casa faz se, em seis meses, o ponto de equilíbrio não for alcançado: rever a divisão de custos, devolver uma sala, mudar de espaço, combinar um aporte. Escolher agora qual dessas portas se abre primeiro.
Escrever a resposta antes de precisar dela transforma uma pergunta em aberto num plano com etapas — e evita que a decisão acabe sendo tomada às pressas justamente no mês em que apertar.
Começou, ainda não terminou.
Um calendário único do Google para a ocupação das três salas, com uma cor de evento para cada uma. Sala 1 e Sala 2 são compartilhadas entre psicologia, pedagogia e arteterapia; a Sala 3 é da Evelyn, para neuromodulação.
Ao criar um evento, o nome segue Sala 2 — nome do profissional. A sala vem primeiro porque na grade semanal o Google corta o final do título.
Faça isto primeiro. Pelo navegador do celular a agenda abre na versão de computador: tocar num horário acaba abrindo outro, e os botões ficam pequenos demais. O app resolve — e é gratuito.
Sem isto, nada do resto funciona. O botão abaixo não é um convite — ele é um atalho para quem já tem permissão. Mande ao Felipe o e-mail da conta Google que você usa no celular. Ele libera, você recebe um convite por e-mail e precisa aceitar.
Já com o convite aceito e o app instalado, toque aqui: a agenda da casa entra na sua conta, ao lado das suas. É uma vez só.
Adicionar a agenda das salasEste é o passo que todo mundo erra. No app, ao tocar em “+”, o evento nasce na sua agenda pessoal — e aí só você enxerga. Antes de salvar, toque no campo da agenda (vem com o seu nome ou e-mail) e mude para Ativamente.
Crie um evento na agenda Ativamente, avise o Felipe que ele apareceu, e apague em seguida. Se o app não deixar escolher a Ativamente ao salvar, o seu acesso está só como leitura.
Abrir o app Google AgendaA liberação é individual e feita pelo Felipe. Já estão liberados ele e mais uma conta de teste. Faltam Letícia, Melissa e Evelyn. Só quem vai criar eventos precisa disso — para apenas consultar, a agenda já abre.
Depende de conversa e decisão da equipe — não de execução.
Como fica a divisão do custo entre duas salas compartilhadas e uma de uso dedicado, e como se resolve choque de horário nas compartilhadas.
Com que frequência a equipe se encontra, e o que entra nessa pauta.
O que a casa espera de um profissional que entra e o que ela oferece em troca. Hoje isso é transmitido de boca.
Um grupo só dos profissionais, separado do contato com famílias.
Os outros 3 itens a fazer são específicos do trabalho clínico e estão em Psicologia.
Ficam registradas para não voltarem à discussão sem motivo novo.
Em vez de cada um manter a sua agenda e avisar os outros, existe um calendário da casa que todos enxergam.
Agenda compartilhada não recebe nome de paciente, telefone, endereço nem qualquer informação de atendimento.
São as coisas que travam o resto. Nenhuma delas é decisão de uma pessoa só.